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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Anosmia

- O que é anosmia?
- Oras! Olhe no dicionário!
- Mas... não tem tal palavra lá!
- Verdade... provavelmente porque a anosmia é pouco conhecida fora do mundo científico e fora de situações nas quais se é ou se conhece o portador!

Anosmia permanente é um problema raro, raramente curável, que consiste na pessoa não conseguir sentir cheiros, podendo ocorrer desde o nascimento ou em razão de problemas psicossomáticos, traumas na cabeça, problemas neurológicos, cirurgias nasais, sinusite ou por doenças respiratórias, como rinite – situações onde há comprometimento dos receptores de odor.

Há casos em que obstruções nas fossas nasais devido a gripes, resfriados, alergias ou inflamações na língua podem fazer com que o indivíduo perca o olfato e a sensibilidade do paladar. Entretanto, esta perda - denominada anosmia parcial - ocorre por um curto período, recuperando após certo tempo.

Como a identificação de sabores mais refinados dependem do olfato, o anósmico permanente tem dificuldades quanto à identificação de certos gostos, podendo, inclusive, ingerir um alimento estragado sem perceber. Além disso, a dificuldade em perceber a presença de gases, substâncias químicas ou mesmo sentir o cheiro de fogo, pode ter como conseqüência graves acidentes.

Além dessas questões, a frustração de não se ter o prazer de sentir certos cheiros e gostos pode levar o indivíduo à perda de apetite, distúrbios alimentares e até depressão e problemas com auto-estima. Quanto a estes dois, buscar meios de se compensar estas sensações - como desenvolver atividades que envolvam os outros três sentidos - ou auxílio psicológico, podem ajudar o paciente a lidar com tais questões.

Labirintite

Labirintite é uma desordem do equilíbrio, decorre do comprometimento da cóclea, responsável pela audição, ou do vestíbulo, responsável pelo equilíbrio, partes que formam o labirinto dentro do ouvido.

A pessoa acometida pela labirintite sente vertigem, zumbido, desequilíbrio e algumas vezes movimentos involuntários dos olhos. Também são comuns náusea, ansiedade e sensação de mal estar devido aos sinais de equilíbrio distorcidos que o cérebro recebe do ouvido.

Alguns fatores como alterações bruscas da pressão atmosférica; alterações do metabolismo orgânico; doenças preexistentes, como diabetes, hipertensão e reumatismos; doenças próprias do ouvido; infecções; e problemas da coluna podem desencadear a labirintite. Estresse, ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos também podem provocar a crise.

A tontura não deve servir como sintoma de referência para a labirintite, já que outras doenças como hipertensão arterial e doenças neurológicas podem ter o mesmo sintoma.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a labirintite tem cura. É importante procurar um especialista, tomar medicação com orientação. Exercícios de reabilitação do equilíbrio também auxiliam na recuperação do paciente.

Alguns cuidados podem ser adotados pela pessoa que apresenta labirintite, com o intuito de melhorar sua qualidade de vida, tais como: não ficar mais de três horas sem se alimentar, aumentar o consumo de água, evitar café e chá-mate e bebidas alcoólicas, evitar o excesso de corantes e conservantes e caminhar pelo menos trinta minutos por dia.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Hidrofobia (raiva)

A raiva, ou hidrofobia, é uma doença viral causada por um RNA vírus do gênero Lyssavirus, transmitida via mordedura, lambida ou arranhadura de um animal infectado. O contato com a urina, fezes ou sangue desses indivíduos, embora menos frequentes, são outras formas de contágio, sendo o período de incubação compreendido entre um mês e um ano após a exposição.

Apesar de ser associada a cães de rua, a raiva pode ser transmitida por diversos outros mamíferos, como morcegos e macacos, tanto urbanos quanto selvagens.

A doença é caracterizada por sintomas decorrentes da proliferação do vírus no sistema nervoso do indivíduo afetado, via corrente sanguínea. Assim, agressividade, ansiedade, confusão mental, espasmos musculares e convulsões são alguns de seus sintomas. Como a região muscular da orofaringe fica comprometida, a deglutição passa a ser uma tarefa difícil.

O quadro se agrava em pouco tempo, levando o indivíduo a óbito em mais de 99% dos casos, se as devidas providências pós-exposição não forem tomadas. Essas incluem lavar bem a região afetada, com água e sabão; e procurar auxílio médico, a fim de ser imunizado com vacina ou imunoglobulina antirrábica. É necessária, em alguns casos, a administração de soro antitetânico.

Para diagnóstico, é feita a análise de material córneo ou epidérmico; sendo também requeridos exames salivares ou sanguíneos.

Quanto à prevenção, é necessário evitar o contato com animais selvagens e de rua; e também vacinar cães, gatos, e outros animais de seu convívio. Biólogos, veterinários e outros profissionais que têm contato direto com mamíferos devem fazer o uso da vacina preventiva.

Catapora

A catapora é uma doença infecciosa e contagiosa que tem como causa o vírus varicela-zoster. Antes do surgimento da vacina, era uma das doenças mais comuns da infância.

Uma vez adquirido o vírus, o indivíduo fica imune por toda a vida. No entanto, ele permanece no organismo e, futuramente, pode ocasionar a herpes-zoster, conhecida como cobreiro.

Sintomas

O paciente tem febre, mal-estar e dor de cabeça, falta de apetite e sensação de cansaço. Entre 24 e 48 horas depois, surgem na pele manchas avermelhadas que posteriormente dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas com líquido que mais tarde formam crosta, provocando coceira. O contato com a saliva, secreções respiratórias do paciente ou com o líquido das vesículas faz com que o vírus se propague.
O vírus fica incubado por até 15 dias.

Tratamento

O tratamento visa apenas amenizar os sintomas, é muito importante que a pessoa não arranque a casca e nem coce as feridas, é indicado que o paciente tome banho com permanganato de potássio para que as feridas sequem mais rápido.

Conjutivite

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva ocular, a membrana que reveste todo o globo ocular. Essa doença pode ter duas causas de contaminação: alérgica ou viral. A conjuntivite alérgica é proveniente de produtos químicos, poluição do ar, etc., e não é contagiosa. A conjuntivite viral é proveniente de vírus levados aos olhos através das mãos, toalhas e outros objetos contaminados, esse tipo é altamente contagioso.

Os principais sintomas da conjuntivite são olhos vermelhos e irritados, inchaço da pálpebra, sensação de areia ou cisco nos olhos e às vezes, dores locais. O tratamento da conjuntivite baseia-se em lavar os olhos e fazer compressas, com água gelada que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico.

A prevenção da doença se dá pelos hábitos de higiene na região dos olhos: lavar as mãos frequentemente, não coçar os olhos e evitar a ida freqüente a clubes e piscinas públicas. A doença pode durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar seqüelas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AIDS

Atualmente é impossível registrar em algumas linhas, algumas páginas ou em alguns livros o significado da sigla acima. A infeliz repercussão que esta síndrome teve no último século fez dela um dos maiores medos do ser humano. Na Idade Média ficou conhecida pelo alto índice de depressão que as pessoas adquiriam por possuírem doenças como a tuberculose, a rubéola, entre outras da mesma gravidade, e morrerem freqüentemente ainda jovens. O maior medo da Idade Média, no entanto, era o medo da morte. As pessoas se questionavam a respeito do seu destino após a morte e viam o acontecimento como o fim de uma jornada. Como as doenças citadas acima eram comuns e freqüentes, além de serem contagiosas, as pessoas que as adquiriam tinham praticamente a certeza de estarem próximas da morte.

Com a descoberta das vacinas para prevenir estas doenças, o pensamento que as pessoas tinham a respeito delas e da morte passou a ficar quase apagado. Hoje, o medo da morte ainda permanece, pelo menos na maioria das pessoas. Mas o que realmente faz a diferença é que esta síndrome, a AIDS, passou a ser o grande adversário de pessoas do mundo inteiro, e que mesmo com alguns avanços na ciência, a cura da AIDS parece ainda ser uma possibilidade remota.

Assim como na Idade Média a ciência tentava explicar a morte (e não conseguiu), hoje a grande esperança mundial é a de se encontrar a cura para a AIDS. Porém, enquanto isso não acontece o esforço deve ser nosso em controlar a disseminação deste vírus devastador, o qual ainda assusta a maioria das pessoas apenas em ouvir falar.

Vejamos então algumas informações a respeito da síndrome, não com o intuito de escandalizar, mas com o intuito de alertar a cada um de nós a respeito tanto do perigo de se adquirir, quanto do cuidado com os que já o adquiriram para que estes tentem levar uma vida o mais normal e sadia possível.

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é responsável pela transmissão da Síndrome e pode ser transmitido através do ato sexual ou por contato com células e/ou secreções infectadas pelo vírus, dessa maneira. Pode também ser transmitido através do contato com o sangue do portador do vírus. A saliva possui substâncias que praticamente inativam o vírus, por isso é raro ocorrer a transmissão do mesmo por vias orais (usar talheres, copos, ou beijar não transmite o vírus).

As maneiras mais comuns de se adquirir o vírus são: o ato sexual, durante o parto ou amamentação (da mãe para o filho), o compartilhamento de seringas durante o uso de drogas injetáveis, a transfusão de sangue infectado, o uso de agulhas em práticas como acupuntura e tatuagens, e o uso de outros objetos cortantes quaisquer que tenham mantido contato com o sangue de algum portador.

Em banheiros públicos, convívio familiar, transportes coletivos, contato físico, contato social, uso de pratos e talheres, picadas de insetos e doação de sangue não há o risco de se adquirir o vírus.

A AIDS é a infecção do sistema imunológico pelo HIV (HIV1 ou HIV2), e consiste na fragilização do sistema imunológico, por isso, uma infecção comum, que seria facilmente curada em alguém sem o vírus, pode ser fatal para alguém que tenha adquirido o HIV. A doença pode se manifestar em dois estágios: a doença do HIV sintomática tardia, caracterizada por complicações em infecções normalmente tratáveis, e a doença do HIV avançada que costuma ser favorável ao desenvolvimento de infecções ou outras doenças mais graves, as quais são bastante perigosas para a vida do portador.

Até os primeiros seis meses de infecção do vírus ele pode não se manifestar. A pessoa parece sadia e os exames podem dar negativo, nesse período, chamado de período de incubação, a pessoa pode transmitir o vírus embora ele não seja detectado, por isso é necessário sempre consultar um médico (homens e mulheres) caso se tenha uma vida sexual ativa. Entre um e cinco anos após ser infectado pelo vírus a pessoa ainda pode manter uma aparência saudável, sem sintomas físicos, mas o vírus já se manifestou e os exames são capazes de detectá-lo. O vírus pode se manifestar, no entanto, sem tempo determinado, pode ser em semanas ou em anos após adquiri-lo. É importante lembrar que os sintomas do vírus da AIDS se manifestam através de outras doenças que são facilmente adquiridas devido à baixa do sistema imunológico, mas o fato de alguém apresentar esses sintomas não necessariamente quer dizer que esta pessoa é portadora do HIV.

Alguns dos principais sintomas são: emagrecimento sem causa aparente, diarréia prolongada, sapinho na boca, tosse seca, febre contínua, íngua com duração de mais de três meses, suores noturnos, cansaço e fraqueza sem motivos, etc.

A última fase de desenvolvimento do vírus é a que aparentemente já se manifesta, de modo a deixar transparecer para outras pessoas. A pessoa pode pegar facilmente doenças graves no cérebro, câncer, pneumonia e vários tipos de infecções.

Para não se adquirir o vírus, o ideal é manter o ato sexual apenas com um parceiro e ainda assim fazerem, os dois, exames periódicos como forma de prevenção. O uso da camisinha é um outro caminho, porém tem sido provado por diversos profissionais da saúde que o vírus HIV é muito menor que os poros do látex, material usado para fabricar os preservativos, além do risco comum de estar furado, romper ou vazar durante o ato sexual, o que não garante que o uso do preservativo evitará a infecção pelo vírus.

Para cuidar de um portador do vírus são necessários alguns cuidados como manter seus próprios objetos de uso pessoal como alicates, tesouras, toalhas, etc. No caso de algum ferimento este deve ser cuidado com a orientação de um profissional da saúde, e com o uso de curativos impermeáveis, tanto para evitar a infecção quanto para evitar a transmissão do vírus. No entanto, para quem apenas convive com o portador mas não precisa cuidar dele, o ideal é manter uma relação normal, longe de preconceitos e atitudes de discriminação. A pessoa não pode ser afastada de nenhuma atividade por causa da sua doença (trabalho, estudos, amigos, esportes, diversão, dança, praia, viagens, etc.), a menos que esteja fisicamente impossibilitada para realizá-la. Um portador de HIV pode manter relacionamentos amorosos normalmente, contanto que seja acompanhado por um profissional a fim de evitar que o seu parceiro seja também infectado.

É de extrema importância combater o preconceito aos portadores de HIV. Estes têm os mesmos direitos humanos e cívicos que qualquer pessoa saudável ou não. Caso você seja um portador é necessária a consciência de que deve respeitar a integridade física e psicológica dos que estão ao seu redor, tomando todos os cuidados para viver bem e não transmitir o vírus para mais ninguém. Toda enfermidade física merece cuidados específicos, porém isso não deve ser motivo para se excluir ou excluir alguém do convívio social.

Catarata

A catarata é uma doença dos olhos caracterizada por uma perda da visão como consequência da falta de transparência do cristalino. É um problema da visão que afeta 75% das pessoas com mais de 70 anos, e pode afetar qualquer um dos olhos, de forma igual ou diferente cada um deles.

Os principais sintomas da catarata são: falta de visibilidade, manchas escuras nas imagens captadas pelos olhos, visão dupla, halos em volta das luzes, alteração das cores, pupilas com aspecto leitoso, sensibilidade à luz e deficiência de visão noturna.

Dentre as suas causas podemos citar: a idade, ou seja, o distúrbio surge à medida que os olhos vão sofrendo agressões ao longo da vida. Doenças: algumas delas, como a rubéola durante os primeiros meses de gravidez, podem produzir cataratas no bebê. O diabetes também pode desencadeá-la.

Traumatismo: pancadas nos olhos podem causar catarata. Maus hábitos: o costume de tomar longos banhos de sol, sem utilizar óculos adequados, faz com que os raios ultravioleta produzam a catarata.

Esteróides: pessoas que foram medicadas durante muito tempo com esteróides têm mais possibilidades de desenvolver esta doença.

Alimentação: quando inadequada, pode levar a uma saúde ocular ruim, quer dizer, a má alimentação, aliada a condições ambientais agressivas e à própria oxidação do organismo, são a causa da aparição dos radicais livres, que afetam facilmente a visão.

Para tratar desta doença é preciso a avaliação de um especialista para determinar a real causa do transtorno. A solução deste problema, quando impossibilita uma vida normal, é a intervenção cirúrgica, processo que permite a recuperação da visão.

Para prevenir a catarata, portanto, é necessário proteger os olhos com óculos adequados quando da exposição prolongada ao sol (bronzeamento e atividades esportivas, p. ex.), evitar olhar diretamente para o sol, praticar técnicas de relaxamento e evitar o estresse, manter uma alimentação rica em alimentos naturais, especialmente ricos em vitaminas (A, B e C) bem como minerais (selênio, zinco, magnésio e cálcio) e usar muito pouco (ou preferencialmente não fazer uso de álcool e tabaco.

Cirrose

Cirrose é uma modificação patológica crônica em um tecido de um órgão, transformando o tecido composto por células normais em um tecido fibroso. Segundo o dicionário Aurélio, cirrose é um “processo fibrosante disseminado que pode comprometer fígado e pulmão ou pulmões, subvertendo-lhes o padrão celular” (1997).

São três os tipos de Cirrose: Hepática, Biliar e Pós-necrótica.

A cirrose de maior incidência é a hepática. A doença afeta o fígado, pelos seguintes fatores: Há uma destruição das células hepáticas (necrose), e sobre essa “ferida” se formam tecidos cicatricial. Não bastasse, sobre esse tecido parecido com uma ferida cicatrizada, tecidos começam a se regenerar com deficiência. E processo se repete, formando nódulos de aspecto granular, alterando a estrutura do fígado. O processo da cirrose é irreversível, e se não tratado no inicio pode ser fatal.

Podem ser causas da cirrose hepática as hepatites crônicas provocadas pelos vírus B e C, hepatite auto-imune, e o uso de determinados medicamentos. Porém a maior causa da cirrose hepática é o consumo abusivo do álcool. Segundo pesquisadores, de 50% a 90% dos cirróticos são alcoólatras.

É o fígado o responsável pelo metabolismo do álcool, que se consumido em doses excessivas, destrói os tecidos vitais e prejudica o funcionamento do órgão.

A cirrose biliar é causada pela obstrução dos canais biliares, quase sempre por cáuculos (pedras), ou por tumores.

A cirrose pós-necrótica é causada por uma necrose em áreas consideráveis do fígado. Essa necrose pode ser causada pelo uso de drogas, pela exposição a inseticidas, bactérias, e outros. Ao contrário dos outros tipos de cirrose, não se trata de uma doença progressiva. Se restar parte do tecido hepático saudável, não há perigo de vida, apesar da área destruída.

Os principais sintomas da cirrose são: fadiga, perda de peso, inchaço (principalmente nas pernas), dor abdominal, náuseas, vômitos, constipação, olhos e pele amarelados (icterícia), fígado aumentado, urina escura, perda de cabelo, entre outros. Quando não diagnosticada, a cirrose provoca alterações cerebrais (síndrome da encefalopatia hepática).

Por se tratar de um processo patológico irreversível, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato podem adiar ou mesmo evitar uma série de complicações. Em casos extremos, o único tratamento possível é o transplante de fígado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Hiperplasia prostática benigna

Dentre as doenças que afeta o idoso, a hiperplasia benigna da próstata (HPB) é uma das que causa maior desconforto e constrangimento, prejudicando a qualidade de vida.

É importante ressaltar que a HPB sintomática apresenta um curso cíclico com períodos de melhora e piora espontâneo. A taxa de melhora é de cerca de 40% com o placebo ou conduta expectante. Além disso, complicações sérias (retenção urinária, infecções urinária graves ou insuficiência renal) se desenvolvem em percentual pequeno de pacientes. Dessa maneira, o objetivo principal dos pacientes portadores de HPB é o alívio sintomático e a melhora na qualidade de vida.

I-PSS- O questionário de avaliação dos sintomas prostáticos mais conhecido foi desenvolvido pela Associação Americana de Urologia e posteriormente modificado com o objetivo de avaliar o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida dos pacientes. Este questionário foi adotado pela Organização Mundial da Saúde e difundido internacionalmente como Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (International Prostatic Symptom Score: I-PSS).

O I-PSS é composto de sete questões a respeito dos sintomas urinários mais comuns. Para cada pergunta há cinco alternativas possíveis, que variam de acordo com a intensidade subjetiva dos sintomas na avaliação do próprio paciente. Desta forma, a cada alternativa recebe uma pontuação, que varia de 0 até 5, determinando, ao final das sete questões, uma pontuação somatória mínima de 0 e máxima de 35. O questionário prevê que o paciente responda � s questões sem o auxílio do médico assistente, utilizando-se de linguagem leiga e direta. As questões 2, 4 e 7 se referem aos sintomas que podem aparecer durante o enchimento vesical, chamados irritativos, ou seja, polaciúria (aumento do número de micções diurnas), urgência (vontade imperiosa de urinar, podendo até mesmo causar incontinência urinária) e noctúria (aumento do número de micções noturnas), enquanto as questões 1, 3, 5 e 6 se relacionam aos sintomas que podem ocorrer no esvaziamento vesical, ou seja, sensação de esvaziamento incompleto, intermitência (parar e recomeçar a urinar durante a micção), jato urinário fino e hesitação (fazer força para começar a urinar), respectivamente. A somatória final das respostas obtidas permite a classificação dos sintomas apresentados pelo paciente em leves (0 a 7), moderados (8 a 19) e intensos (20 a 35).

A história clínica deve incluir uma revisão do uso de medicamentos. Muitas drogas podem contribuir para os sintomas miccionais através de propriedades anticolinérgicas ou alfa-adrenérgicas. O exame físico deve incluir a palpação abdominal para excluir bexiga palpável e o toque retal fornece informações sobre o volume prostático e lesões suspeitas de malignidade. O fluxo urinário máximo (Qmáx) pode ser avaliado de forma rápida através medida eletrônica. O resíduo urinário pós-miccional pode ser medido por ultra-sonografia.

Tratamento

Existem várias opções para o tratamento da HPB. Apesar de a ressecção prostática transuretral (RTUP) ser o “tratamento padrão” nos casos avançados, nos estádios mais precoces uma abordagem livre de tratamento, somente de observação, é frequentemente defendida.

Quando os sintomas interferirem na qualidade de vida, um número expressivo de pacientes com HPB estádios I e II precisam de tratamento clínico. Para isto existem várias categorias de drogas disponíveis: os inibidores da 5-a-redutase (p. ex.: finasterida) que atuam sobre o metabolismo dos androgênios da próstata, inibindo significativamente a formação de diidrotestosterona (DHT). Sua desvantagem está na redução considerável dos níveis de PSA em 50% do seu valor, importante no diagnóstico de neoplasias prostáticas e no fato de poder causar prejuízo na ereção. Outra categoria é a dos a-1-bloqueadores seletivos da próstata (p. ex.: prazosim, terazosim, alfuzosina) que agem rápida e eficazmente nos receptores a-1-adrenérgicos prostáticos, mas em decorrência de seu efeito hipotensor, eles podem acarretar problemas, especialmente nos idosos. Em adição a estes agentes, extratos de plantas (Prunus africana, Populus tremulus, Pygeum africanum), particularmente o extrato lipidoesterólico da Serenoa repens, têm sido usados já há algum tempo no tratamento da HPB. Para estes produtos foram sugeridos vários mecanismos de ação, por exemplo, foi demonstrada inibição de ambos os tipos de 5-a-redutase, e um efeito sobre a formação do edema prostático. Presume-se que estes produtos tenham uma ação multifatorial.

Atualmente, existem várias opções de tratamento que são menos agressivas que a RTUP. Podemos citar a incisão transuretral da próstata que pode ser empregada em próstatas menores que 30g. A eletrovaporização da próstata consiste no uso de corrente de corte de maior intensidade que a normalmente empregada na RTUP. No entanto, sua restrição está no tratamento de próstatas muito volumosas. O uso do laser para tratar HPB foi recebido com grande entusiasmo. No entanto, os custos envolvidos, o uso prolongado de sonda vesical e a presença de sintomas miccionais pós-operatórios persistentes por longos períodos inibiram sua aceitação mais ampla

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Gastrite

O que ingerimos é recebido pelo estômago, o qual funciona como uma bolsa. O estomago é forrado internamente por uma mucosa semelhante a que temos na boca, e a gastrite não é nada mais nada menos do que a inflamação dessa mucosa, e que muitas vezes gera diferentes significados para os médicos e leigos. Existem dois tipos de gastrite, a crônica e a aguda.

Causas

Gastrite crônica: o agente mais comum causador é a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que é associada também a inúmeras doenças digestivas, a principal forma de transmissão é por via fecal-oral. Mais além deste fator, ela pode ser causada por várias formas.

Gastrite aguda: ela pode ser causada por uso de medicamentos, estresse, físico ou psíquico.

Sintomas

A gastrite crônica geralmente não apresenta sintomas, no entanto a gastrite aguda tem os seguintes sintomas: perda de apetite, azia, vômitos e nauseas, dor e queimação no abdômen, fraqueza, etc.

Tratamento

O tratamento irá variar, pois depende do agente causador dela. No caso da gastrite aguda o seu tratamento é associado ao uso de medicações antiinflamatórias. Já a gastrite crônica normalmente é feito com a administração de antibióticos e de bloqueadores da produção de ácido gástrico.

Doença Celíaca

A doença celíaca é um problema caracterizado pela auto-imunização que ocorre no intestino delgado que se manifesta quando algum alimento que contém glúten é ingerido. Normalmente a doença é percebida durante a infância (até três anos), mas pode se manifestar em qualquer etapa da vida.

Quando manifestada, a doença celíaca provoca diarréia crônica, perda de peso, fadiga, constipação intestinal, anemia ferropriva, câimbra, úlceras na boca, fraqueza, distenção abdominal associada ao afinamento de algumas partes do corpo, como o bumbum e as pernas, além de outros sintomas.

A doença quando se manifesta, reagindo contra o glúten, faz com que os nutrientes presentes no alimento ingerido sejam eliminados pelas fezes, ou seja, o organismo não consegue absorvê-los e encaminhá-los à corrente sanguínea.

A doença pode ser diagnosticada através do aparecimento dos sintomas e ainda pelo exame de sangue que estuda o soro sanguíneo, onde se pode perceber a presença do componente que provoca a reação. Infelizmente não há tratamento para a doença, pois é um problema genético. O importante para permanecer livre da reação corpórea é alimentar-se somente com substâncias isentas de glúten, como milho, arroz, mandioca, fubá, gordura vegetal, leite, queijos, peixes, carnes bovinas e suínas, inhame, soja, grão de bico, lentilha, batata e outros. Qualquer quantidade ingerida de alimentos com glúten pode prejudicar o portador da doença. Alimentos como cevados, malte, aveia, trigo e centeio não devem ser ingeridos.

Aminésia

A amnésia é um distúrbio de memória que faz com que o indivíduo perca tudo o que foi armazenado nos lobos frontais, temporais e parientais ao longo de sua vida. A perda de memória pode ser parcial, quando o indivíduo temporariamente permanece sem se recordar do seu passado; ou total, quando não mais se recorda e não mais existem possibilidades de haver recordação do passado.

A amnésia normalmente é provocada por algum tipo de doença neurológica degenerativa ou por problemas relacionados às partes do cérebro responsáveis pelo armazenamento de informações e vivências como o alcoolismo, drogas, acidentes onde a cabeça é afetada e outros. Esse distúrbio pode ser dividido a partir de sua causa como:

Amnésia Anterógrada: o indivíduo se lembra perfeitamente das ocorrências a longo prazo, porém não se recorda dos acontecimentos recentes. Normalmente ocorre por traumas cerebrais.

Amnésia Retrógrada, o indivíduo se recorda somente dos fatos ocorridos depois do trauma sofrido, esquecendo-se dos fatos passados.

Amnésia Global Transitória, o indivíduo dificilmente é diagnosticado, pois esse tipo de distúrbio possui características anterógradas e retrógradas, dificultando assim sua identificação. Acredita-se que pode ocorrer por causa de qualquer fato que diminui o fluxo sanguíneo no encéfalo como relações sexuais, banhos frios, estresse, esforço físico e mais. Quando detectada é facilmente tratada.

Amnésia Psicogênica, o indivíduo induzido por traumas psicológicos bloqueia algumas informações de sua memória sendo que esse bloqueio provoca o esquecimento que pode ser anterógrado ou retrógrado. Tal bloqueio ocorre quando as emoções de um indivíduo sofrem algum tipo de sensação muito forte ou quando a mente utiliza o bloqueio como mecanismo de defesa.

Existem vários outros tipos de distúrbio, porém esses são os mais conhecidos e/ou ocorridos. A amnésia é descoberta quando um especialista estuda a relação do indivíduo com traumas, doenças, álcool, drogas, medicamentos consumidos e outros que podem induzir o problema. Após detectar o distúrbio, o indivíduo deve utilizar alguns mecanismos que lhe auxilie a lidar com o problema. A reabilitação cognitiva é uma boa iniciativa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Alopecia areata

A alopecia areata consiste na perda repentina de cabelos ou pelos em regiões específicas, em formato arredondado, sem deixar alteração na pele do local. Quando o mesmo processo ocasiona a perda total do cabelo do couro cabeludo, o fenômeno é chamado de “alopecia total”.

Atingindo ambos os sexos e diversas idades, esta queda é, geralmente, assintomática – mas queimação ou coceiras locais podem ocorrer. É mais frequente em jovens.

É uma doença benigna, mas capaz de provocar problemas de ordem psicológica, decorrentes de sentimentos de vulnerabilidade e baixa auto estima – tanto para o portador quanto para a sua família.

Geralmente o acometido por este tipo de calvície tem familiares com o mesmo problema e enfermidades de origem imunológica são associadas. Desta forma, acredita-se que os portadores possuem pré-disposição genética e que fatores específicos, relacionados à imunidade, desencadeiam em seu desenvolvimento.

O portador pode ter recuperação total, parcial ou simplesmente não tê-la. Quando ocorre, os pelos tendem a nascer finos e esbranquiçados, mas recuperam suas propriedades normais após certo tempo.

Para diagnóstico é feita a análise do local afetado e, em alguns casos, biópsias são necessárias. O tratamento, indicado por um médico dermatologista, consiste em injeções locais de cortisona ou aplicação de cremes com corticosteroides, solução de Minoxidil ou creme de antralina. Auxílio psicológico é recomendado, em razão das questões já expostas.

Uma questão relevante é sobre o uso de bonés: em face do esquentamento e abafamento da cabeça que estes causam, não são indicados, já que podem agravar ainda mais o caso.

Alergias

Alergias consistem em uma resposta exagerada do sistema imunológico a alguma alteração no ambiente, como clima, presença de poeira ou fumaça, medicamentos, cheiros fortes, picadas de insetos, estresse, ingestão de determinados alimentos, dentre outros. São o resultado de um excesso de produção (e atuação) da imunoglobulina E (IgE).

As alergias tendem a surgir na infância, mas qualquer pessoa, em qualquer idade, independente do sexo ou raça, pode desenvolvê-la: cerca de 30%. Indivíduos cujos pais possuem esse problema de saúde têm quatro vezes mais chances!

Asma, sinusite, rinite, faringite e tosses alérgicas são alguns tipos de alergia respiratória. Espirro, tosse, falta de ar, coriza ou entupimento e coceira no nariz - algumas vezes, não só nesta região, são alguns sintomas característicos deste tipo de alergia (e bastante parecidos com os de uma gripe ou resfriado). Em ambientes domésticos, os ácaros são os principais causadores dessas reações.

Há também as alergias cutâneas, como a urticária e dermatite de contato. Manchas, coceiras e outros tipos de manifestações na pele são algumas das manifestações.

Indivíduos podem ter por toda a vida apenas um tipo de alergia, podem manifestar mais alergias cutâneas em uma época e alergias respiratórias em outra; ou até mesmo ter momentos sem nenhuma delas!

Essa reação anormal do organismo, além do incômodo que causa, pode oferecer risco de vida ao portador, em caso de choque anafilático. Dificuldades de respiração e perda de consciência podem fazer com que isto ocorra, caso não seja tratado de forma imediata.

Diante disso, o alérgico deve evitar o contato com o agente desencadeante. Alimentos como leite, ovo, trigo, milho, soja, amendoim, castanha e frutos do mar, por exemplo, são os campeões entre os causadores de alergia alimentar.

É essencial buscar auxílio médico para investigar as causas das alergias e adotar medidas necessárias que garantam o bem-estar. Vale lembrar que o tratamento visa o controle dos sintomas já que, infelizmente, até hoje não se descobriu como curá-la de forma definitiva.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Raiva

A raiva é uma doença infecciosa viral que afeta, unicamente, animais mamíferos. Ela envolve o sistema nervoso central, levando a óbito em pouco tempo, caso o paciente não tome as providências necessárias logo após a exposição.

O responsável por esta zoonose é um RNA vírus pertencente à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus, presente na saliva do animal doente. Este, ao morder ou lamber mucosas ou regiões feridas, pode transmitir a raiva a outro indivíduo – inclusive humano.

No caso da raiva humana, os cães são o principal reservatório da doença. Entretanto, raposas, morcegos, lobos, antílopes, gambás, furões, dentre outros são, também, responsáveis. A única forma de transmissão conhecida, de um Homo sapiens sapiens para outro, ocorre via transplante de córnea.

Após o contato com seu novo hospedeiro, o vírus se multiplica e penetra no sistema nervoso, afetando cérebro, medula e cerebelo. O período de incubação varia de um mês a dois anos após a exposição.

Os primeiros sintomas são menos específicos: mal estar, febre e dores de cabeça. Após estas manifestações, ansiedade, agitação, agressividade, confusão mental, paralisia, convulsões, espasmos musculares e dor ao deglutir. Em um prazo de aproximadamente dez dias, o indivíduo entra em coma e falece.

A prevenção se dá, principalmente, pela vacinação anual de cães, gatos e animais de pasto. Métodos envolvendo o controle populacional de animais errantes e de morcegos e o uso da vacina preventiva em pessoas suscetíveis (biólogos, veterinários, camponeses) são outras formas de se evitar esta doença.

Como só se conhece dois casos de pacientes com quadro confirmado de raiva que conseguiram sobreviver, é imprescindível que, após um caso de contato suspeito, o indivíduo lave, apenas com água e sabão, a região que entrou em contato com o animal e procure assistência médica imediatamente, a fim de começar a receber as doses da vacina ou imunoglobulina humana anti-rábica. É importante que não se interrompa o tratamento.

Sobre estes casos de cura, o primeiro conhecido em nosso país é o de um garoto de Pernambuco, contaminado após a mordedura de um morcego. Ele foi curado após cinco meses de UTI, com a administração de antivirais e sedativos.

Hepatite B

A hepatite B é uma doença infecciosa causada pelo HBV, um vírus DNA da família Hepdnaviridae, resultando na inflamação das células hepáticas do portador. É transmitida pelo contato com sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus. Assim, transfusões de sangue, relações sexuais sem camisinha e compartilhamento de agulhas, seringas e objetos perfurocortantes são as principais formas de contaminação. Mães portadoras podem contaminar seus filhos durante a gestação, parto e, em casos muito raros, amamentação.

O período de incubação varia entre 30 e 180 dias, sendo mal-estar, dores no corpo, e falta de apetite e febre os primeiros sintomas; que são seguidos por icterícia (pele amarelada), coceira no corpo, urina escura e fezes claras.

Na maioria dos casos (99%), tais manifestações cessam em aproximadamente seis semanas, ficando o paciente imune a este vírus. Entretanto, alguns indivíduos desenvolvem a hepatite B crônica, sendo observada maior incidência entre aqueles que ingerem bebidas alcoólicas, crianças, bebês e imunocomprometidos. Existindo aproximadamente 350 milhões de pessoas acometidas, esta pode desencadear, em longo prazo, cirrose, câncer de fígado ou mesmo morte.

O diagnóstico é feito por meio de entrevista e análise de amostras sanguíneas, a fim de verificar as partículas virais e/ou anticorpos. Para avaliar o comprometimento do fígado, pode ser necessária a biópsia deste material, podendo ser levantada a necessidade de transplante hepático.

O tratamento é feito somente para driblar os sintomas e complicações da doença, sendo expressamente proibida a ingestão de álcool ou uso de fármacos sem prescrição médica. No caso da hepatite crônica, é necessário o tratamento correto para evitar a evolução da doença, sendo imprescindível que seja acompanhado por um profissional competente. A duração pode se estender por mais de doze meses, dependendo da gravidade do caso.

Considerando as formas de transmissão anteriormente citadas, evitar tais situações são necessárias. Além disso, bebês devem ser vacinados já no primeiro mês de vida; pessoas que se expuseram a situação de risco precisam receber dosagens de gamaglobulina hiperimune (anticorpo específico contra a hepatite B), para evitar a contaminação ou diminuir seus sintomas; profissionais de saúde não podem abrir mão do uso de equipamentos de proteção individual ao entrarem em contato com sangue ou fluidos corporais; e recém-nascidos de mães portadoras necessitam receber, de imediato, gamaglobulina e vacina.

Catapora

A catapora é uma doença altamente contagiosa ocasionada pelo vírus varicela zoster.

A catapora atinge pessoas de todas as raças e gêneros. É uma doença da infância, que acomete crianças antes dos dez anos de idade.

Adquirindo o vírus uma vez, a pessoa fica imune por toda a vida.

A catapora é transmitida pela respiração, em um ambiente contaminado por gotículas eliminadas pela tosse; espirros de uma pessoa infectada ou em contato com feridas abertas.

As manchas vermelhas na pele são os primeiros sinais de catapora. Geralmente, as mesmas aparecem primeiramente na cabeça, face e nas costas, no entanto também podem aparecer em qualquer parte do corpo. Febre, cansaço, mal-estar e dor de cabeça são os sintomas da doença.

Podem ocorrer, em algumas crianças, pequenas lesões na boca, nas pálpebras e em volta da virilha.

O período de contágio ocorre desde o momento em que as manchas dão lugar às bolhas, que se rompem quando coçadas, formando crostas.

Como não há tratamento específico para a catapora, é recomendável adotar algumas medidas que amenizem os sintomas, como evitar a contaminação das lesões por bactérias, por exemplo.

A vacinação é recomendada para crianças a partir de 1 ano de idade.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ocronose

Ocronose ou alcaptonúria é uma condição mórbida, rara, devido a um erro inato do metabolismo da fenilalanina e tirosina, transmitido de forma autossômica recessiva. Resultando na deficiência completa da enzima ácido homogentísico oxidase (HGO), causada por mutação no gene 3q (3q21 – q23), levando ao acúmulo do ácido em diversos órgãos e tecidos, com aumento de sua excreção urinária. As manifestações clinicas caracterizam-se por pigmentação sepia da esclera e das cartilagens da orelha e do nariz. Observa-se ainda, coloração negra e pardo-esverdeada das secreções sebáceas.


As manifestações osteoarticulares surgem por volta de 30 anos, como uma artropatia crônica, provocada pela infiltração do ácido gentisico nas cartilagens articulares. Na coluna vertebral, lembram a espodiloartrose, com extensa calcificação dos discos intervertebrais, especialmente na região lombar; a calcificação e a ossificação incluem a sínfese púbica, a cartilagem costal, os ligamentos e os tendões periféricos.
A calcificação progressiva dos discos intervertebrais leva a formação de pontes osseas, originando a imagem radiológica de “coluna em ferrovia”. No esqueleto periférico, os joelhos, os quadris e os ombros são mais acometidos da formação de osteofitos e cistos subcondrais, devido a doença articular degenerativa.
O depósito de pigmento ocronótico pode ocorrer, também, na membrana timpânica e ossículos do ouvido médio causando hipoacuisa ou surdez. Na pele exibe coloração azul enegrecida em regiões de alta concentração de glândulas sudoríparas e de tecido cartilaginoso.
O pigmento ocronótico pode formar cálculos na bexiga, rins, ureteres e uretra. O local mais acometido é a próstata, cujo pH alcalino resulta na rápida polimerização do ácido homogentísico. Os cálculos resultam tanto em obstrução vesical como prostática, ocorrendo infecções repetidas do trato urinário e uremia.
Diagnóstico diferencial – O diagnóstico diferencial deve incluir artropatia hemofílica, sinovite vilonodular pigmentada, artropatia associada a hemocromatose e espondilite anquilosante.
Tratamento – Artropatia ocronótica não apresenta cura até o presente momento, pois a deficiência da enzima não pode ser tratada. Deve ser feita restrição de tirosina e fenilalanina da dieta, o que reduziria a excreção do ácido homogentísico na urina. Alguns estudos sugerem que altas doses do ácido ascórbico previnam a interação do pigmento ocronótico com os tecidos. Ensaios clínicos estão avaliandoa eficácia do nitisinose, inibidor da enzima precursora do ácido homogentísico.A terapêutica atual baseia-se em medidas sintomáticas como o uso de analgésicos, antiinflamatórios não-hormonais (AINHs), fisioterapia, infiltração intra-articular com corticóide. Finalmente, artroplastia de ombros, quadris e joelhos se faz necessária naqueles casos graves de artropatia ocronótica.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Teníase

A teníase é uma doença causada pela tênia, um platelminto da Classe Cestoda, representada por parasitas intestinais. Em razão deste modo de vida, esses indivíduos não possuem sistema digestório, uma vez que absorvem nutrientes digeridos pelo hospedeiro.
Usualmente, consideramos duas espécies de tênias: a Taenia solium, que parasita suínos e a Taenia saginata, parasitando bovinos. Ambas possuem corpo dividido em vários anéis denominados proglótides e na extremidade anterior, denominada escólex, há presença de ventosas que auxiliam na fixação do animal. A Taenia solium, possui nesta região, ainda, ganchos cujo conjunto é denominado rostro, auxiliando também na fixação.
As tênias são hermafroditas, uma vez que cada proglótide possui sistema reprodutor masculino e feminino.No ciclo da teníase, o animal humano é o hospedeiro definitivo e suínos e bovinos são considerados hospedeiros intermediários. No hospedeiro definitivo, o animal adulto fica fixado às paredes intestinais e se autofecunda. Cada proglótide fecundada, sendo eliminada pelas fezes, elimina ovos no ambiente. Esses podem contaminar a água e alimentos, gerando grande possibilidade de serem ingeridos por um dos hospedeiros.
Ocorrendo a ingestão pelos hospedeiros intermediários, estes têm a parede do intestino perfurada pelo embrião contido no ovo, que se aloja no tecido muscular. Este, alojado, confere à região um aspecto parecido com canjica – e é por esse motivo que algumas pessoas chamam esta doença pelo nome de “canjiquinha”.
Ao se alimentar da carne crua ou mal passada do animal contaminado, o homem completa o ciclo da doença. O animal se desenvolve até o estágio adulto no intestino humano e pode conferir ao portador dores de cabeça e abdominais, perda de peso, alterações do apetite, enjôos, perturbações nervosas, irritação, fadiga e insônia. O hospedeiro definitivo tem potencial de continuar o ciclo da doença, caso suas fezes contaminem a água e alimentos dos hospedeiros intermediários ou de outras pessoas.
Um indivíduo que ingere ovos da Taenia solium diretamente, pode ter seu organismo bastante comprometido, uma vez que o embrião (oncosfera) passa do intestino para a corrente sanguínea. Com o auxílio de suas ventosas e, principalmente, dos ganchos, pode se alojar no cérebro, olhos, pele ou músculos – inclusive do coração - podendo conferir ao portador quadro de cegueira definitiva, convulsão ou, até mesmo, óbito.

Este processo de ingestão direta do ovo da tênia do porco pelo indivíduo humano é denominado cisticercose. Essa pode ser causada também por outra espécie de cestoda, Echinococcus granulosus, que parasita o intestino de cachorros.
Medidas de prevenção incluem o saneamento básico (tratamento de água e esgoto), fiscalização das carnes de porco e boi; cozimento prolongado da carne com cisticerco antes da ingestão; tratamento de doentes e bons programas de educação e sensibilização, incentivando bons hábitos de higiene no dia-a-dia.

Alergias


O que é alergia

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico. Sabe-se que a cada novo contato com o agente desencadeador, ela ocorrerá mais rapidamente e se manifestará de forma mais agressiva.
Processo alérgico
Antes de entendermos como ocorre o processo alérgico, é interessante entendermos que a imunoglobulina é uma proteína de grande importância ao organismo humano, pois é ela que inicia o processo de defesa contra a invasão de microorganismos e infecções.Ela percorre o organismo através da circulação sanguínea e reage imediatamente contra o agente invasor assim que o identifica. Esta identificação se dá através do linfócito de memória, e este, pode ficar no organismo durante toda a vida.Durante seu ataque ao antígeno (corpo estranho), o anticorpo se fixa a ele promovendo a liberação de histamina, responsável pelos sintomas alérgicos. A histamina é liberada pelos linfócitos na região onde se encontra o corpo estranho e também em outras regiões onde não há sua presença. Este processo leva a formação de vários edemas pelo corpo e pode tornar-se extremamente perigoso dependendo de sua localização.A especialidade médica que estuda as doenças relacionadas aos processos alérgicos é a alergologia. Esta especialidade está estreitamente relacionada com a imunologia, dermatologia e pneumologia. Esta relação é muito importante, uma vez que os processos alérgicos estão ligados ao sistema imunológico e se manifestam freqüentemente na pela e no sistema respiratório.